CURIOSIDADES

ALGUMAS CURIOSIDADES GEOLÓGICAS
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A primeira vez que o Homem utilizou as rochas foi para delas se servir na caça ou para se abrigar dentro delas, nas cavernas. Estávamos então na Pré-história, na chamada Idade da Pedra. De lá pra cá muita água passou por debaixo da ponte e, a cada passo, quanto mais progredimos, mais se alonga a lista de produtos que extraímos das rochas, de tal forma que hoje em dia não há uma só indústria que, direta ou indiretamente, não seja tributária ou não se abasteça das rochas. Em última análise, é às rochas que devemos toda a nossa alimentação, pois sem a desagregação das rochas não haveria solo arável e, sem este, não se teriam desenvolvido os vegetais – que, por sua vez, não teriam alimentado os animais – tão pouco os seres humanos !...

Se para alguns a Geologia parece a menos atraente de todas as ciências naturais, é porque a conhecem mal e são levados a ver nas rochas materiais imutáveis, bons apenas para os pedreiros !... Os que se interessam por ela sabem que tal conceito é errôneo, pois as rochas estão em perpétua transformação e um rigoroso exame permite decifrar a sua história no decurso do tempo ou das eras geológicas.

É no interior de algumas rochas (as sedimentares) que foram e são conservados até hoje os fósseis (restos, marcas ou quaisquer outros vestígios da vida animal ou vegetal) e sem os quais – o seu estudo, a Paleontologia – jamais saberíamos da existência de plantas e de animais hoje desaparecidos, como também desconheceríamos a evolução das espécies vivas através dos tempos.

NOÇÕES ELEMENTARES SOBRE ROCHAS
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Por definição, rochas são agrupamentos de minerais que constituem a crosta terrestre, sendo estes (os minerais) espécies químicas, quase todas cristalizadas, formadas por associações de átomos de um certo número de corpos simples, os chamados elementos químicos, dos quais o oxigênio (O2) é o mais abundante na Natureza e o hidrogênio (H) o mais abundante em todo o Universo. As rochas podem ser constituídas por um só ou por mais minerais e, embora a maioria seja pouco deformável, algumas são plásticas como a argila, outras móveis como a areia, ou mesmo líquidas como o petróleo. Sim, o petróleo é uma rocha!

À medida que se penetra na crosta terrestre, em direção ao centro da Terra, a pressão e a temperatura atmosféricas aumentam. Assim, a cada mais ou menos 32 metros de profundidade a temperatura aumenta 1 (um) grau centígrado – é o chamado grau geotérmico.

Se conseguíssemos fazer uma perfuração de 100 quilômetros de profundidade atingiríamos uma temperatura superior a 3.000°C (três mil graus Celsius ou Centígrados), na qual a maioria dos materiais que constituem a crosta terrestre não conseguem permanecer no estado sólido. Considerando que a distância até ao centro da Terra (o raio da Terra) é de aproximadamente 6.350 Km, é fácil concluir que a partir dessa profundidade (100 Km) quase toda a matéria se apresenta no estado líquido ou gasoso.

Esta matéria incandescente é aquilo a que se chama magma e que, por ser líquido ou gasoso e estar submetido a altas pressões, sempre que encontra quaisquer fraquezas na crosta terrestre que o envolve, principalmente fraturas ou brechas, ascende (sobe) com maior ou menor velocidade em direção à superfície do globo e, quando a consegue atingir, dá origem aos vulcões.

Atendendo à origem e ao modo de formação, as rochas podem classificar-se em 3 grandes grupos, a saber:

    Rochas magmáticas
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    Também chamadas ígneas ou eruptivas, como o seu nome indica, têm a sua origem nos magmas e são formadas principalmente por minerais de sílica.

    A sílica (SiO2) é um bióxido de silício e quando se apresenta no estado puro e cristalizada é designada por quartzo.

    O quartzo é um dos materiais mais duros que se encontram na natureza – dureza 7, numa escala (Escala de Mosh) que vai de 1 (talco) até 10 (diamante). A sílica na maior parte das vezes apresenta-se combinada com outros óxidos e forma então os chamados silicatos, dos quais só referiremos os principais: os feldspatos e os silicatos ferromagnésicos (micas, anfíbolas, piroxenas e olivinas).

    À medida que o magma sobe e se aproxima da superfície terrestre, a sua temperatura diminui e, então, os seus elementos começam a se agrupar e a se consolidar em cristais. Quanto mais profundo é o magma, mais lentamente arrefece (isto ao longo de milhares ou milhões e milhões de anos!) e maiores são os cristais das rochas em que se transforma – são as chamadas rochas intrusivas profundas -, sendo o GRANITO, a mais conhecida.

    Quando, por vários tipos de circunstâncias, o magma ascende à superfície terrestre de uma forma mais rápida, o seu arrefecimento efetua-se igualmente mais depressa, dando origem às rochas extrusivas ou de derrame mais conhecidas por rochas vulcânicas, formadas por micro-cristais ou de textura (aspecto ou aparência visual da sua superfície) a maioria das vezes vítrea (textura amorfa, sem cristais), característica de um arrefecimento rápido, sendo o BASALTO, que se apresenta quase sempre escuro, a mais conhecida e usada na construção.

      Rochas sedimentares
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      São rochas extremamente variadas e representam cerca de 75% da superfície terrestre. Quase todas são formadas por materiais que foram transportados do seu lugar de origem para o lugar da sua sedimentação (formação por camadas, sobrepostas), podendo esta distância atingir várias centenas ou mesmo milhares de quilômetros.

      Na superfície da terra os materiais móveis (lamas e areias, principalmente) são permanentemente deslocados pelas águas correntes dos rios, ventos, ondas e correntes marinhas, gelo ou, simplesmente, pela gravidade. As lamas e as areias são chamadas sedimentos, ficando reservado o nome de rochas sedimentares aos materiais consolidados (formados), consolidação esta que requer milhões de anos e que se faz, na maioria das vezes no fundo do mar, sob altas pressões e através de um “cimento” natural, silicioso, calcário ou ferruginoso.

      As rochas sedimentares classificam-se segundo a sua origem, que pode ser detrítica (de detritos – pequenas ou grandes partículas), química ou bioquímica (com intervenção de agentes orgânicos – restos de animais ou plantas).

      Das rochas detríticas referiremos os grés e os xistos argilosos ou argilites, formados a partir de partículas mais ou menos desenvolvidas, e as rochas calcárias ou carbonatadas, formadas principalmente por calcite (CO3Ca) e que são largamente utilizadas como matéria prima na fabricação de CAL e de CIMENTO.

      O GESSO, a SAL-GEMA e alguns calcários são de origem química e formam-se por precipitação a partir da água do mar.

      Entre as rochas de origem bioquímica podemos citar o CARVÃO MINERAL e o PETRÓLEO.

        Rochas metafórficas
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        São rochas, originalmente magmáticas ou sedimentares, que sob o efeito conjugado de vários agentes físicos (pressão, temperatura, fraturas da crosta terrestre, infiltração de magmas, gases ou outros fluidos) sofreram uma transformação, de tal modo que a rocha original se tornou irreconhecível.

        A maioria dos MÁRMORES, as ARDÓSIAS, os QUARTZITOS e os GNAISSES são rochas metamórficas.

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